sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

CAPACITISMO - PARTE 02



Quais As Consequências do Capacitismo?
Uma das maiores consequências da exclusão das pessoas com deficiência é que isso as coloca em situação de vulnerabilidade, pois não recebem as mesmas oportunidades de educação e de trabalho. Sem contar os danos psicológicos e emocionais, já que ao serem diminuídas, não se sentem pertencentes. Muitas delas acabam precisando lidar com este sentimento sozinhas, por falta de acolhimento e compreensão de outras pessoas que não vivenciam isto na pele. 

Capacitismo é Crime?
Sim e está previsto em lei! A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), garante os direitos das pessoas com deficiência e um deles é o respeito! Por isso, atitudes preconceituosas contra as pessoas com deficiência, podem e devem ser punidas conforme a lei. Como foi o caso do Léo Lins, comediante que trabalhava na emissora SBT e fez uma “piada” capacitista, o que provocou sua demissão, entre outros processos. 

Como Evitar o Capacitismo?
Se referir à deficiência de uma pessoa para diminuí-la ou torná-la heroína é capacitismo. Então, tratar as pessoas com deficiência com equidade e respeito, é contribuir para uma sociedade não capacitista, mas existem alguns pontos de atenção que devemos levar em consideração: 

Cuide de Suas Atitudes
Para evitar o capacitismo, é necessário se atentar a atitudes capacitistas tanto nossas quanto ao nosso redor. Subestimar as pessoas com deficiência, não acreditando na sua capacidade de concluir atividades é uma atitude capacitista. O mesmo acontece com a supervalorização quando elas realizam alguma atividade comum do cotidiano com autonomia. 

É Fundamental sempre buscar informações, consumir conteúdos produzidos por pessoas com deficiência e aprender com quem vive isso na pele. Além disso, anteriormente listamos algumas palavras e expressões que estão enraizadas no vocabulário da sociedade e que devem ser extintas do nosso vocabulário. 

Inclusão é Lei
Muitas pessoas não sabem, mas a inclusão social é contemplada pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ela é um conjunto de regulamentos que visam garantir os direitos das pessoas com deficiência, promovendo inclusão e cidadania para elas. 

Além disso, o artigo 4 diz que “toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.”

Valorize a Diversidade
Todas as pessoas são únicas, e que bom! A diversidade entre as pessoas é o que colore, diverte e enriquece o mundo. É isso que nos faz crescer e aprender uns com os outros. Por isso, a pluralidade, ou seja, aquilo que nos torna “diferente” do outro, nunca deve ser considerado um defeito. Quanto mais pessoas diversas, melhor somos em todos os sentidos. Por exemplo: no trabalho, quanto mais pessoas diferentes, mais ideias criativas teremos. Envolver pessoas com deficiência nos processos da empresa também é fundamental, pois elas têm voz e devem decidir pelo que querem. 

Nós falamos mais sobre a importância da diversidade e como lidar com ela em diferentes cenários no Link: festival digital de acessibilidade, que está disponível em nosso canal do YouTube. 

Como Combater o Capacitismo?
Para além das nossas práticas diárias de sempre colocar o respeito em primeiro lugar, também existem outras formas de combater o capacitismo, como:

Lei de Cotas Para Pessoas com Deficiência
A Lei de Cotas para pessoas com deficiência (LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991) garante que essas pessoas sejam incluídas no mercado de trabalho. Ela determina que as empresas com mais de cem colaboradores devem ocupar uma porcentagem de seus cargos com pessoas com deficiência. Mas não vale contratar pessoas com deficiência só para cumprir cota. Existem muitos profissionais capacitados e que merecem ocupar seus espaços de direito.

Gere Conhecimento Sobre o Assunto
Um dos primeiros passos para agir contra o capacitismo é saber de sua existência. Como mencionamos no início do texto, muitas pessoas nunca tiveram contato com o assunto. Então, o primeiro passo é informar e divulgar conteúdo educativo sobre capacitismo e seus impactos na sociedade e no ambiente de trabalho, através de cartilhas, palestras, dinâmicas, vídeos, depoimentos.

Estimule a Formação de Grupos
Criar e estimular espaços de compartilhamento de experiências entre PCDs e demais funcionários que desejam conhecer e apoiar o grupo é uma iniciativa que contribui para a construção de senso de pertencimento entre os participantes, servindo como uma rede de confiança para fortalecer esses profissionais contra a lógica capacitista.

A pesquisa de benchmarking “Panorama das Estratégias de Diversidade no Brasil e os Impactos da Covid-19” realizada em abril de 2020, mostrou que os grupos de afinidade/diversidade são uma das 10 ações mais recorrentes entre os programas de diversidade das empresas no Brasil, mostrando como sua popularidade cresceu ao longo dos últimos anos.

Através de atitudes como essas, seremos capazes de construir organizações cada vez mais acessíveis e inclusivas para a diversidade de profissionais, de modo a potencializar e valorizar todos seus recursos humanos. 

Capacite as Lideranças
Uma atitude importante para romper com a desvalorização e subestimação das capacidades profissionais de Pessoas com Deficiência é através de treinamentos sobre vieses inconscientes focados em deficiências, acessibilidade e linguagem inclusiva para todos líderes, mesmo àqueles que não possuem profissionais com deficiência em suas equipes.

Outra Alternativa Interessante é a de construir experiências sensoriais para estimular que mais pessoas coloquem a empatia em prática. O MetrôRio chegou a realizar uma ação em parceria com a startup Blend Edu, levando uma calçada sensorial, que seus colaboradores poderiam passar com uma cadeira de rodas ou de olhos vendados. A experiência foi uma forma de abrir o diálogo e falar sobre a importância da acessibilidade, tomando o cuidado para não reforçar nenhum aspecto do capacitismo.

Conclusão 
O capacitismo é uma forma de preconceito contra as pessoas com deficiência e que infelizmente está bastante enraizado no vocabulário e nas ações da sociedade. Para vencê-lo, todos nós precisamos fazer a nossa parte e tudo começa com uma boa dose de informação e atenção às nossas atitudes. 

Se você quer construir um mundo anti capacitista, comece a transformar os ambientes aos quais pertence e seja a mudança que quer ver no mundo!!

Por Fernanda Foggetti da Hand Talk e Thalita Gelenske da Blend Edu











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