sábado, 3 de junho de 2023

AGRONEGÓCIO - PARTE 02

 


QUAIS SÃO AS TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS PARA O AGRONEG[ÓCIO

Falando em tendência, os próximos anos devem ser de avanço em um ritmo acelerado no setor do agronegócio.

Tudo indica que as lavouras e áreas de criação e de abate estarão cada vez mais conectadas e gerando dados que, por sua vez, deverão balizar decisões.

Os tempos românticos do setor agropecuário, em que donos de lavouras decidiam com base exclusivamente na sua experiência e feeling, definitivamente ficaram para trás.

Isso é ótimo porque, além de representar o progresso, sinaliza que a eficiência tende a aumentar, sem prejuízo para os ecossistemas.

Ou seja, um agronegócio altamente aparelhado com recursos tecnológicos é bom para a natureza, uma vez que ele pode produzir mais com menos terras.

Isso sem falar no uso mais inteligente da mão de obra, que deverá se tornar cada vez mais especializada.

Embora ainda exista infelizmente trabalho forçado no campo, com a expansão da tecnologia, esse é um problema que também tende a ser minimizado.

Mas quais são os recursos que estão em alta, tanto na linha de frente como nas atividades de retaguarda das empresas ligadas ao agronegócio?

Alguns dos principais deles vamos conhecer agora. Acompanhe!

DRONES

Simplesmente um quarto do mercado de drones no mundo gira em torno do agronegócio, segundo uma matéria do portal IG, com números da PwC.

Essa enorme proporção já é um sinal inequívoco de que a tecnologia tem hoje um papel central na cadeia de atividades ligadas ao agronegócio.

No Brasil, os drones são poderosos aliados na tarefa colossal de monitorar 64 milhões de hectares de lavouras.

Isso sem contar os mais de 210 milhões de hectares de pasto, seja nativo ou implantado.

Imagine monitorar uma extensão de terras como essa sem o apoio aéreo?

Os drones são usados também em outras atividades, como a contagem de plantas e o mapeamento de áreas de cultivo.

Na fase do pré-plantio, eles ajudam a monitorar a qualidade das terras, bem como na sua demarcação para posterior semeadura.

São essenciais, ainda, para detectar pragas, infestação por ervas daninhas, doenças e corrigir falhas nos sistemas de irrigação.

Software de Gestão

Como todo negócio fortemente ligado à tecnologia, o agro também conta com softwares de gestão.

Nesse caso, ERPs fazem a integração de diversos sistemas de controle de etapas distintas da produção, fornecendo dados para análise e ajudando a melhorar processos.

Empresas agrícolas não diferem de outras no que diz respeito à gestão.

Elas também precisam pagar impostos, arcar com encargos trabalhistas, fornecedores e insumos.

Os softwares de gestão para o setor agro servem justamente para dar conta desse tipo de tarefa de apoio.

No entanto, também são ferramentas para auxiliar nas operações de “dentro da porteira”.

É o que fazem os sistemas que ajudam na irrigação inteligente e no segmento de agrometeorologia, em que se busca antecipar os riscos climáticos.

Além disso, uma rápida pesquisa no Google revela uma grande variedade de softwares de gestão agrícolas, revelando que esse é um mercado em franco crescimento.


AGRICULTURA DE PRECISÃO

Destacamos alguns tópicos atrás que o Brasil hoje produz mais sem que para isso tenha que ocupar mais terras para cultivo.

Grande parte da responsabilidade por essa proeza pode ser creditada à agricultura de precisão, pela qual se busca o máximo rendimento de uma parcela do solo.

É o conceito de escalabilidade, tão comum nas empresas de tecnologia, chegando com força no agronegócio.

Com o apoio dos métodos de precisão, uma empresa agrícola é capaz de gerir a produção de forma ampla.

Solo, produtividade, pragas e aspectos físico-químicos das terras cultiváveis são alguns pontos que podem ser melhor controlados com esses métodos.

Biotecnologia e genética

Embora a manipulação genética de grãos e sementes seja um assunto polêmico, não se pode deixar de reconhecer os benefícios que ela traz, por meio da biotecnologia.

Um deles, por exemplo, é o desenvolvimento de herbicidas e pesticidas inofensivos ao meio ambiente, o que também é bom para a saúde de quem trabalha dentro da porteira.

Hoje, o Brasil já cultiva soja resistente ao ataque de lagartas e que tolera 3 tipos diferentes de herbicidas.

Nem precisa ir muito longe na análise para concluir que isso representa menos desperdício da produção, fora o fato de que as safras poderão ser controladas e previstas com mais facilidade.


O QUE É AGRO INDUSTRIA ?

Agroindústria é a cadeia de transformação da matéria-prima oriunda de diferentes participantes do agronegócio.

Ou seja, estamos falando das empresas que recebem produtos vindos da agricultura, pecuária, silvicultura (florestas) e piscicultura (peixes).

Cada uma delas tem seu modelo de negócio voltado ao beneficiamento para destinação ao consumidor final.

E apesar do nome, não necessariamente seus participantes são indústrias, já que a transformação das matérias-primas pode se dar também por métodos artesanais.

Como exemplo, vamos falar sobre o milho.

Da agricultura, ele chega às indústrias na forma de grãos.

Pode ser consumido in natura, mas também dar origem a diversos produtos que encontramos nos supermercados.

Estamos falando de enlatados, farinhas, canjica, pipoca, fubá, amido de milho, polenta, cuscuz e flocos de milho.

Cada um desses alimentos é processado por um tipo de empresa, a qual está inserida no conceito de agroindústria.

Outro excelente exemplo é o do leite, que dá origem a uma série de derivados, como iogurte, queijo, ricota e manteiga.

E o da soja, com o óleo, o leite, o suco, a farinha, a proteína e mais.

Há fabricantes que trabalham com mais de um desses produtos, enquanto outros se especializam em um determinado item.

Seja como for, todos são tipos de agroindústrias.

Ruralistas x ambientalistas: críticas ao agronegócio

 Ruralistas x ambientalistas: críticas ao agronegócio

Ao assistir ao noticiário ou ler seu portal preferido, você certamente já teve contato com os termos “ruralistas” e “ambientalistas”.

Esse é um estereótipo criado para denominar grupos de interesses divergentes quando o assunto é o agronegócio.

De um lado, estão os chamados ruralistas, que representam produtores rurais de todos os portes.

De outro, os ambientalistas, os quais, como o nome sugere, batalham pela preservação do meio ambiente.

E a polêmica entre eles não é difícil de entender.

Ruralistas acusam ambientalistas de criar regras e obstáculos para o avanço da agropecuária no Brasil.

Como menos de 10% do nosso território é utilizado por áreas cultivadas, a alegação do grupo é que nosso potencial agrícola seria subaproveitado.

Como argumento, se amparam na importância econômica do agronegócio, que já contribui decisivamente com o PIB mesmo tendo sua atuação restrita a uma área territorial pequena.

Por outro lado, os ambientalistas responsabilizam o agronegócio pelo avanço do desmatamento no país, sobretudo em áreas consideradas sensíveis, como o Cerrado e a Amazônia.

Eles utilizam dados como os divulgados neste ano pelo Ministério Público Federal, dando conta de que 321 mil hectares foram desmatados na região Amazônica em um período de dois anos.

Por isso, defendem o respeito às áreas de preservação, ampliando as restrições para que não sejam utilizadas por lavouras ou pecuaristas.

Da mesma forma, atacam a monocultura, considerando que ela causa impactos severos ao solo, consome água em excesso, abusa dos agrotóxicos, promove o assoreamento de rios e córregos, compromete a biodiversidade e contribui para a disseminação de pragas e doenças.

Para se ter ideia de como esse embate é levado a sério, a Câmara dos Deputados tem grupos organizados de parte a parte.

A Frente Parlamentar Ambientalista, inclusive, tem seu site próprio.

Sempre que um projeto de lei de interesse das partes entra na pauta, parlamentares das duas frentes travam batalhas nos bastidores e nos discursos em plenário.

Um dos mais marcantes em nossa história recente se deu com a aprovação do novo Código Florestal, em 2012.

Você pode conferir o texto na íntegra na Lei 12.651.

As alterações tiveram como objetivo principal regularizar em torno de 4 milhões de propriedades rurais com algum tipo de pendência ambiental, o que corresponderia a 80% do total no país.

Profissionais e mercado de trabalho no agronegócio

 Profissionais e mercado de trabalho no agronegócio

Polêmicas à parte, é hora de conhecer as oportunidades do agronegócio.

Não são poucas as possibilidades de carreiras de sucesso, desejadas por empresas de todos os segmentos agropecuários.

Segundo o portal da revista Globo Rural, estas são as 10 profissões mais promissoras do setor:

o Agronomia

o Ciência e tecnologia de alimentos

o Ciência e tecnologia de laticínios

o Geografia

o Geologia

o Engenharia Ambiental

o Engenharia de Biossistemas

o Engenharia Hídrica

o Medicina Veterinária

o Zootecnia.

Para atuar em qualquer uma delas, é necessário possuir graduação específica.

Em nível técnico, vale citar as boas oportunidades do setor para os cargos de técnico em agropecuária e técnico em agronegócios, tendo como pré-requisitos cursos que podem ser cursados juntamente ou em paralelo ao Ensino Médio.

Há também demandas crescentes por profissionais de outras áreas, como recursos humanos, marketing e supply chain.

Mas não se pode deixar de destacar que as melhores oportunidades estão para cargos de gestão.

Um gerente de fazenda, por exemplo, pode ter salário de até R$ 25 mil, sendo responsável por liderar as equipes técnicas e desenvolver os colaboradores para que a propriedade atinja os seus objetivos.

Não há como ocupar um cargo desse porte sem investir em uma pós-graduação.

Falaremos agora sobre boas opções para você investir no seu aprendizado e carreira.

Cursos relacionados ao agronegócio

A Fundação Instituto de Administração (FIA) oferece capacitações para o agronegócio em diferentes níveis, do ensino à distância (EAD) ao MBA.

Confira os cursos que selecionamos para você:

o Aplicações de Estatística e Inteligência Artificial Para o Agronegócio

o MBA Gestão de Agronegócios: Estratégia, Transformação e Tecnologia.


BIOCOMBUSTÍVEIS : O FUTURO DO AGRONEGÓCIO ?

Para profissionais que gostam de ter uma visão de futuro, há grande perspectiva sobre o mercado de biocombustíveis.

Basicamente, a proposta é a utilização de grãos para a produção de combustíveis menos agressivos ao meio ambiente, renovando a matriz energética do país e contribuindo para a redução nas emissões de gases do efeito estufa.

Hoje, os postos no Brasil já comercializam o biodiesel, que é produzido a partir de óleo vegetal.

Soja, girassol e mamona são algumas das matérias-primas utilizadas.

O óleo de soja, inclusive, teve aumento de 243% no seu direcionamento para a produção do combustível em dez anos.

Em 2017, o governo federal, a partir do Ministério de Minas e Energia, criou a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), dando mais um importante passo para a consolidação desse tipo de indústria no país.

A Lei nº 13.576/2017 estabelece regras para expandir o uso dos biocombustíveis a partir da sua adição obrigatória nos combustíveis fósseis, a exemplo da gasolina.

Mas como não poderia deixar de ser, o assunto não desperta consenso, e sim polêmica.

Serão os biocombustíveis um vilão ou um mocinho do agronegócio?

Ainda que questões ambientais estejam entre as alegações para o seu incentivo, há críticas quanto a um possível desabastecimento da população, já que insumos antes direcionados para a produção de alimentos agora estariam sendo aproveitados em larga escala para os biocombustíveis.

O assunto, obviamente, não se encerra aqui.

E se você tem interesse nesse mercado, a dica é buscar informações e se manter atualizado.

A única certeza é de que os biocombustíveis devem cada vez mais aumentar a sua contribuição com a economia do país, gerando boas oportunidades profissionais, inclusive.

Financiamentos para o agronegócio: o que são e como funcionam?

 Financiamentos para o agronegócio: o que são e como funcionam?

O setor que mais movimenta a economia do Brasil, naturalmente, precisa do apoio do segmento financeiro para continuar prosperando.

Nesse sentido, o crédito rural voltado ao agronegócio vai de vento em popa, com linhas de financiamento para todo tipo de empresa agrícola.

O produtor rural pode optar pela modalidade de custeio, na qual ele financia as despesas de produção como compra de grãos e insumos em prazos de até 2 anos.

Se precisar, também pode recorrer à comercialização, pela qual financia obras ligadas ao agronegócio, principalmente em estoques.

Também, pode, se for o caso, solicitar linhas de crédito para fazer investimentos em tecnologia, como é o caso do Pronaf Mais Alimentos.

Conclusão

Este artigo abordou o agronegócio, seu conceito, características e funcionamento.

Você conheceu detalhes sobre os segmentos envolvidos, os tipos de produtos que fazem parte da cadeia de distribuição e os expressivos números do setor.

Também viu como o agronegócio pode ser um mercado interessante para a sua atuação profissional e que, para isso, é imprescindível investir no seu aprendizado. 

FONTE:   
FIA 







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